terça-feira, 9 de setembro de 2014

FORA DA GAVETA



CRIADO HÁ MAIS DE 20 ANOS, engavetado e só saindo à luz para ser lapidado, meu projeto pessoal finalmente vai aparecendo ao mundo para dar a cara à tapa. Ainda estou em fase de produção de histórias para contar qual é a desse meu universo, mas sentir que agora isso não tem mais volta me dá um misto de excitação e apreensão gigantesca. É normal.

Mas o recado que dou a mim mesmo e até a algumas pessoas é que busquem a si mesmos. Trabalhar desenhando para os outros é algo muito normal e bacana, mas depois de um tempo se você não desenha para seus próprios projetos a vida pode ficar muito azeda e sem sentindo. Sou de uma geração que o trabalho sempre veio em primeiro lugar e dessa forma fui anulando cada vez mais o princípio da minha relação com o desenho: me divertir com minhas criações. Não que eu não tenha gostado de muita coisa que fiz profissionalmente, mas faltava eu dar mais atenção a mim mesmo. Eu estou resgatando aos poucos o delicioso sentimento original que é criar algo pelo desenho.

Continuo a trabalhar desenhando para os outros, mas agora também estou cuidando do meu próprio universo. O meu preferido.

Ainda não tenho datas para dizer quando vai estrear, contudo, ele virá, antes tarde do que nunca.
Ao mesmo tempo, também estou trabalhando em conjunto com Amy Nakasone, minha esposa, em nossos projetos em conjunto. Acho que muita coisa genial e diferente com que eu já tenha lidado vai acontecer.

Abram a gaveta e olhem lá no fundo aquele seu projeto pedindo para ser lembrado. Dê uma chance pra ele.

Vai por mim, é a maior aventura de todas.








Que o Budô esteja com você!

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