quinta-feira, 27 de junho de 2013

HIPERESPAÇO & AFINS

LANÇADA finalmente nas livrarias dos EUA e vendas pela Internet  a edição que com muito gosto fiz para a série Clone Wars em formato digest, ou seja, formatinho.

Foram 3 meses de muita loucura, em que eu lutava contra o tempo e adversidades épicas (ok, nem tanto) para estar rigorosamente dentro do prazo.  Mas como eu também sou instrutor de ninjutsu tive que conciliar os horários das aulas (bem como prepara-las) e a agenda diária das páginas.



Fazer os layouts foi relativamente ligeiro, mas a coisa ficou engasgada quando comecei fazer a arte final. Até então eu só usava mesa digitalizadora, a boa e velha Bamboo Wacom, mas ainda assim a velocidade estava aquém do que eu queria. Por obra do destino (acaso, Odin, Yoda, chame como quiser), consegui nesse meio tempo adquirir uma Mesa Cintiq Wacom de 12", e devo dizer, valeu MUITO a pena: minha velocidade quadriplicou! Foi um verdadeiro hyperdrive e rasguei a milhão, além da velocidade da luz ( na...não foi assim, mas gostaria muito).
Dessa forma consegui entregar uma semana antes todo o material finalizado. Orgulho do papai!



Foi uma experiência muito pessoal para mim, pois nesses meses passei por situações em que pude ter pontos de vista variados a cerca do meu trabalho e o que tudo isso representava na minha vida. 
Ao mesmo tempo aconteceu na época em que eu assumi minha posição de instrutor no dojo, pois meu amigo Giuliano DiSevo, até então o instrutor e dono do dojo, viajou para o Japão a fim de se aprofundar nos ensinamentos de Buda. Sim, ele também é monje.
Em meio a esse turbilhão acredito que evoluí em vários aspectos. Não me matou e me deixou mais forte (talvez mais gordo?).




Rolou uma tensão no meio do trabalho: foi quando estourou a notícia que a Lucasfilm havia sido vendida pra Disney. Pensei: "Pronto. vão cancelar a bagaça toda e eu perdi minha chance...é a história da minha vida...". Mas felizmente, o meu agente da Space Goat, Shon Bury e o próprio pessoal da Dark Horse me disseram que não era o caso de se preocupar porque a Lucasfilm tinha contrato com eles até 2013 e que todas as publicações seriam honradas... Bom, então tá, né? Continuei em meio a um monte de piadinhas dos meus amigos sobre Darth Vader com Mickey Mouse... Mas na boa, a Disney é uma baita empresa, acho que foi melhor assim.




Umas das coisas muito legais no processo de layout foi que tive total liberdade para criar visualmente os personagens inéditos da história: T'Mott Zoat, Rook Pryce, Gutodj, Bricka Thomor, Shon Ti'Ja, Boss Traygura, bem como as criaturas selvagens do planeta e os speeders e naves utilizadas ao longo da história. 
Fico orgulhoso em poder ter participação na expansão do Universo de Star Wars acresentando esses elementos.





O divertido roteiro ficou por conta de Justin Aclin e as cores tropicais (na verdade, prefiro tons rebaixados) de Michel Atiyeh.




Como eu já havia dito antes, desenhar para o universo de Star Wars foi a realização de um sonho que vinha lá da minha infância a long time ago, in a galaxy far far away em 1978, desde o primeiro momento que eu vi o cruzador imperial passar por cima da minha cabeça logo na cena de abertura do Episódio 4 -  Uma Nova Esperança no saudoso e extinto cinema Vila Rica (aqui em São Paulo) num certo dia de sábado da minha vida.



Só que isso só me deu vontade de querer mais, muito mais.



You don't know the power of the dark side, mané!


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